12 setembro 2011

iPhonografia

Experimentação utilizando um app da Apple...Show...
Dei uma volta aqui na Vila Madalena, um quase cenário de guerra, muito lixo na rua ali perto do largo da Batata e as reformas do metrô deixando mais estranha a paisagem ainda.
No meio, coloque umas fotos que fiz na região da Paulista também.
As fotos originais eram "sem graça", a idéia foi fazer algo já pensando como a manipulação das cores e do contraste poderiam acrescentar interesse a imagem.
Esse tipo de visualidade tem aumetado entre os usuários de fotos feitas por celulares e veiculads na internet, acho que essa é a característica que marca a diferença entre a foto analógica da digital.
Não que antes não houvesse a manipulação da imagem, mas agora a facilidade tecnológica acostuma nosso olhar a foto mais experimental.
Detalhe importante, apesar do nome do post ser Iphonografia, utilizei uma Canon G12, passei para o Ipad e utilizei um App chamado PhotoToaste, primeiro porque meu Iphone foi pro saco faz tempo (caiu dentro da privada, continuou funcionando e depois furtaram), depois, que foto pra mim só com mais de 10 megas pois ainda me preocupo com o tamanho da ampliação em papel.
Seguem as meninas...bjs.














03 agosto 2011

Litoral - Em paz com a fotografia

A preguiça para editar e tratar as imagens tá grande ...
Depois de um tempo usando os recursos automáticos das  máquinas eu já estava achando fotografia uma coisa chata, então coloquei umas lentes Sigma e fui explorar aberturas e profundidade de campo...que alegria.
Foram surgindo paisagens literalmente selvagens ou intocadas.
O frio incomodava um pouco e a solidão me abria os olhos e me deixava feliz.

Ai pintou um pôr-do-sol bem vermelho. Juro, não usei filtro, fiquei ali clicando. A máquina sobre o tripé e aquele vermelho tirando o cinza da minha alma.


 No dia seguinte, um passarinho se ofereceu como modelo. O danado ficou parado lá e eu trocando de objetiva, rezando pro bicho não voar e o sujeito lá numa boa. Acho que ele me dizia: Você precisa realmente dessa fotografia...
Então, sentei na escada do farol e dei uma olhadinha para trás...santo deus...o desenho estava ali.
Fui caminhar pela praia: árvores caídas e cores.





O Augusto e a Dandar.


Os gatos e a igrejinha...


Mais um pôr-do-sol.

Se a gaivota estivesse com as asas para cima, seria uma composição impecável, coisa de cartão religioso ou power point de gosto duvidoso...mas fala sério, nada como se sentir pequeno diante de tamanha magnitude da natureza.
Tinha um grande tela diante dos olhos, bastava recortar. Ah! Meus tempos de pintura a óleo.


Sentei no banquinho pensando em toda aquela vastidão: alma sem limites...

em paz com a fotografia.

13 fevereiro 2011

Vivian Maier - A dupla vida de V.V.

Andei meio cansada da foto cor, dos concursos de fotografias e dos papos "o meu é maior que o seu"... coisa comum na era digital. Máquinas em punho, blogs a mão e vamos fotografar o mundo...pra quê? Enquanto filosofo, lá vem mais uma foto de pobreza ensopada de photoshop, bá ... A Nikon vai ficando empoeirada, ai num papo-de-almoço-de-domingo-na-casa-de-um-amigo surge um nome: Vivian Maier. Fotos descobertas por acaso, alguém que passou por ai, clicou e fez diferença. Amigo, é isso que eu quero...

"Fotos sensacionais de uma babá-fotógrafa, completamente desconhecida, que surpreendeu o mundo. Autora de fotografias comparáveis às mais belas imagens produzidas no século 20, a obra de Vivian Maier só foi descoberta no fim de sua vida, por um completo golpe de sorte.

A vida de Vivian Maier é um mistério em muitos aspectos. Descoberta casualmente por John Maloof (29), apenas alguns detalhes de sua vida foram obtidos pelo agente imobiliário e vendedor de mercado de pulgas (1). Veja maiores detalhes sobre o achado clicando aqui.

Ao que tudo indica Maier nasceu Nova York (há controvérsias), em 1926. Passou um período de sua vida na França e, depois da Segunda Guerra Mundial, mudou-se para Chicago e se empregou como babá.

De personalidade forte, extremamente reservada, quase reclusa, solitária – sem filhos, família ou amor (pelo menos do que se pôde apurar até agora), tinha opiniões muito próprias nos quesitos cinema e política. Além de ser aficionada pela sétima arte e teatro, era colecionadora de gravuras.



Como babá, a fotógrafa, segundo apurado por Maloof, trabalhou 17 anos para uma única família de Chicago. Algumas pessoas cuidadas por ela quando crianças, a descreveram como uma espécie de Mary Poppins, levando-as a aventuras divertidas e mostrando-lhes coisas incomuns. As crianças a cativavam."




"THIS WAS CREATED IN DEDICATION TO THE PHOTOGRAPHER VIVIAN MAIER, A STREET PHOTOGRAPHER FROM THE 1950S - 1990S. VIVIAN'S WORK WAS DISCOVERED AT AN AUCTION HERE IN CHICAGO WHERE SHE RESIDED MOST OF HER LIFE. HER DISCOVERED WORK INCLUDES OVER 100,000 MOSTLY MEDIUM FORMAT NEGATIVES, THOUSANDS OF PRINTS, AND COUNTLESS UNDEVELOPED ROLLS OF FILM."
http://vivianmaier.blogspot.com/










24 outubro 2010

Quase um ano sem fotos

"São tantas as formas que a gente tem de fazer as mesmas coisas, tentar, testar, refazer, abandonar o conforto, até achar graça em tudo isso...e às vezes simplesmente observar a força impressionante das coisas quando tem que acontecer. A gente tá sempre aprendendo..."(Lolita Pille)

12 dezembro 2009

“Paraísos Possíveis” de Maurício Dias (Rio de Janeiro, 1964) e Walter Riedweg (Lucerna, Suíça, 1955), no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo.

15 novembro 2009

Trocando a máquina pela caneta

Para falar grego
Esqueça seu idioma
Torne-se motivo de piada para os amigos
Acredite em Deuses (isso até é fácil)
Mas não se engane na sua ironia fina
O Olimpo é pra poucos, baby!

Vida capital
Inês - a faxineira
Acorda - quatro-e-meia-da-manhã
Meio de locomoção -o ônibus, com direito ao pôr das estrelas
No trabalho - carrega caixas e faz café
Ao meio dia - o café está frio (já reclamam)
Almoço - é necessário não é prazeroso
Recolher lixo das lixeiras - é necessário não é prazeroso
Início da tarde - é necessário não é prazeroso
A volta pra casa - é necessário não é prazeroso
A janela do ônibus - é necessário não é prazeroso
A rotina - é necessário não é prazeroso
Em casa - o filho de sete anos sorri (está aprendendo a ler)
Inês - não é só um nome

As escadarias
O sol solta o calor solvente
o sangue escorre sossegadamente.
Salta o assaltante sombrio, sobre
sobre sua sacola.
Corre esfolegante quem sofre,
é mais um soco no sufoco,
subindo as escadadrias sacerdotais
Ela só queria rezar na Sé.
Sobra no bolso a imagem
do Santo Expedito.

Memória excessiva
Bolinhas de gude colidem
fortemente o dedo lateja.
Uma desliza pela escada
e o barulho
ressoa
soa
soa
e voa
a bolinha ficou no tempo,
mas as colisões continuam.
Agora nu, o dedo em lampejo
aponta um grupo de crianças
que em circulo
brincam
enquanto...
bolinhas de gude colidem...

Monet



Bons quadros ficam na memória, então quando menos se espera ... A Estação da Luz vira a Estação São Lázaro do Monet.

21 abril 2009

Paranapiacaba - Retorno

Brincadeiras no "photoChop".

" Veja bem, sempre é possível compensar a rusticidade do material com uma relação sutil. O refinamento é do espírito, não do material." (Kenneth Kemble, 1961)